quinta-feira, 8 de março de 2007

Uma homenagem à mulher


O deputado federal Leo Alcântara fez uma homenagem às mulheres pela passagem do dia dedicado a elas – 8 de março. Da tribuna da Câmara, fez um breve relato histórico, onde falou sobre o processo de lutas sociais que marcou esta data. Também discorreu sobre as conquistas da mulher, entre as quais destacou o direito ao voto.

Na opinião de Leo Alcântara, mesmo diante das conquistas já obtidas, o que mais impressiona é que, para a maioria a situação está ainda mais difícil. “Muitas têm não uma dupla, mas uma tripla jornada, uma vez que boa parte também tem de ser chefe e arrimo de família”, disse.
O deputado faltou também sobre a violência contra a mulher. “O Brasil precisou estabelecer uma Lei específica para defender o gênero feminino, mostrando que a questão da igualdade ainda está longe de ser resolvida.”

Ele reconhece, no entanto, que a Lei Maria da Penha representa uma das maiores conquistas dos últimos tempos da classe feminina e serve para reparar uma dívida do Estado Brasileiro para com a mulher, principalmente em função do machismo nacional. O Brasil é o 18º da América Latina a contar com uma lei específica para os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Saiba mais sobre a Lei Maria da Penha

Sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo presidente Lula, a Lei Maria da Penha garante punições mais rigorosas nos casos de agressões contra a mulher. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.

O nome da lei é uma homenagem à cearense Maria da Penha Maia, que foi agredida pelo marido durante seis anos. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira com arma de fogo, deixando-a paraplégica e na segunda por eletrocução e afogamento. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Leo Alcântara acompanha Lúcio e filia-se ao PR


O ex-governador do Ceará, Lúcio Alcântara (2003-2006), se filiou nesta quarta (7), em Brasília, ao Partido Republicano (PR). Ingressam no PR, junto com Lúcio, os deputados federais Leo Alcântara, Marcelo Teixeira e Vicente Arruda, além do deputado estadual Adahil Barreto, que também deixaram o PSDB.

Esta é a sexta legenda de Lúcio ao longo de 40 anos de vida pública. Começou na Arena e passou pelo PSD, PFL, PDT, PSDB (12 anos) e agora PR.

Para o ex-governador, que já foi prefeito de Fortaleza (1979-1982) deputado federal (1983 a 1991), vice-governador (1991-1994) e senador (1995-2002), sua missão no PR é organizar o partido no Ceará. "É um partido que está crescendo e se fortalecendo. Vamos trabalhar em franca harmonia com os que já estavam no partido", prega.

(Agência Estado - 7/3/07)

terça-feira, 6 de março de 2007

Leo Alcântara deixa oficialmente o PSDB

O deputado federal Leo Alcântara encaminhou oficialmente o seu comunicado de desfiliação ao PSDB, para acompanhar o ex-governador Lúcio Alcântara na filiação ao PR (Partido da República), nascido da fusão do PL com o Prona. O ex-governador já havia oficializado a sua saída do PSDB e inclusive, conversado, pessoalmente, com as principais lideranças do partido.

(Diário do Nordeste - 6/3/07)

segunda-feira, 5 de março de 2007

Leo Alcântara relembra aniversário do poeta Patativa


O poeta cearense Patativa do Assaré, figura de grande expressão da cultura nacional, foi lembrado nesta segunda-feira (5), data da celebração de seu nascimento, em pronunciamento feito pelo deputado Leo Alcântara.

“Patativa do Assaré semeou beleza em prosa e verso, em rima e métrica bem definidas. Nenhum outro conseguiu tão bem como ele comunicar-se com o sertanejo, com o cidadão comum, perseverante e corajoso, que luta pela sobrevivência mesmo nas condições mais desfavoráveis”, declarou Leo Alcântara.

O parlamentar cearense destacou que, na linguagem simples de homem do povo, Patativa conseguiu falar tanto das preocupações imediatas de seus conterrâneos, quanto das questões eternas da humanidade. “Ele tratou de política, de reforma agrária, de meninos de rua; clamou contra as mazelas do mundo; denunciou injustiças sociais; retratou o amor e o ódio, a vida e a morte, Deus e o diabo. Cumpriu, à sua maneira, o consagrado preceito de cantar sua terra e sua gente, refletindo valores e ideais populares do interior do Ceará, para ser universal.”

Saiba mais sobre Patativa do Assaré

Antônio Gonçalves da Silva – seu nome de batismo – veio ao mundo em 1909, de uma família de pequenos agricultores da Serra de Santana, no sertão do Cariri cearense. Desde muito cedo precisou aprender a lutar contra as dificuldades da vida, a exemplo de tantos outros sertanejos daquela terra, que, conforme ele viria a dizer mais tarde, padecem, mas não esmorecem e procuram vencer.

Cego de um olho aos quatro anos, órfão do pai aos oito, não conseguiu freqüentar a escola por mais de quatro meses, dada a necessidade de trabalhar na lavoura, para ajudar no sustento da família. Apesar da lida, conheceu fome e miséria, triste sina contra a qual procurava refúgio nos folhetos de cordel e nas toadas dos cantadores regionais. Logo, começou a fazer as próprias quadrinhas, que acabaram por se tornar conhecidas entre os feirantes do Crato, aonde ia vender sua produção e encontrar os amigos.

Ao mesmo tempo em que cultivava a vocação poética sobre tradição popular tão rica, na qual ecoam melodias de trovadores europeus, cantos dos índios cariri e ritmos africanos de trabalho, lavrava na enxada o duro solo do sertão. Ao longo da quase totalidade dos 93 anos de existência, o artista Patativa do Assaré nunca deixou de ser o calejado agricultor Antônio Gonçalves da Silva.

Patativa do Assaré recebeu títulos de Doutor Honoris Causa de várias universidades brasileiras e tornou-se objeto de estudo até em algumas estrangeiras. Morreu em 8 de julho de 2002 e, ainda hoje inspira músicos, autores teatrais, escritores, poetas.