sexta-feira, 13 de abril de 2007

A verde Fortaleza


Artigo publicado na Editoria de Opinião - Jornal O Estado


Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção chegava a condição de vila há 281 anos. Esta linda cidade, generosamente banhada pelas ondas verdes e bravias do Atlântico, é a aniversariante deste 13 de abril. O sol que ilumina a cidade é testemunha da história de braveza de um povo que construiu seu caráter ao longo destes quase três séculos de convívio com o mar, as praias, os ventos, as dunas, os rios, as lagoas, o verde.




O filósofo Aristóteles disse que a história conta o que houve, a poesia o que deve haver. Citamos isso para registrar que a Fortaleza bela ainda é uma promessa. A poesia, que pode ser sinônimo de utopia, é que nos anima a crer num futuro melhor. A loura deposada do sol, nas palavras do poeta Paula Ney, convive ainda em conflito com graves contrastes sociais. Áreas que encantam turistas e atraem cada vez mais visitantes e outras de extrema precariedade de atendimento comunitário.




A população está cada vez mais organizada no encaminhamento de suas demandas, provocando o poder público para uma resposta satisfatória. Há necessidade de muito mais trabalho. As demandas são enormes e urgentes. Impossíveis de solução imediata. Não se cobra aqui resolver todos os problemas num passe de mágica. Os gestores públicos têm que estar atentos e dispostos a agir.




A atual administração da capital cearense adotou a simpática medida de arborização das lagoas, iniciativa apoiada pela população. Os habitantes de Fortaleza têm um carinho especial pelo verde. Lembro que outros marcos importantes na conservação ambiental contaram com o apoio de Lúcio Alcântara. Primeiro, o Parque Adahil Barreto, uma sensação no período em que fora prefeito de Fortaleza.


Outra área belíssima, o parque do Cocó, com trilhas frequentadas pelos fortalezenses, também organizada durante a gestão de Lúcio Alcântara a frente do Governo do Ceará. Associada a uma política de segurança com o pelotão ambiental, a área é um privilégio, com o manguesal e matal atlântica. Um oásis, verdadeiro santuário com ninhais de garças, jaçanãs, sericoras.

No entanto, nestas áreas aumenta a preocupação com a situação da população ribeirinha. Todo ano, o drama se repete: enchentes, desabrigados. Precisamos investir em políticas urbanas de prevenção. Também é verdade que a ocupação irregular causa esse transtorno. É um problema grave ainda a reclamar solução mais emergencial dos administradores da Capital.

Mesmo diante de tantos contrastes e mosaicos sociais, nossa cidade ainda é uma das mais agradáveis de se viver. E o povo de Fortaleza, como todo cearense, é alegre, festeiro, de bem com a vida. Um povo que merece cada vez mais o cuidado de seus governantes.

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