terça-feira, 1 de abril de 2008

Produção Industrial

A produção industrial do País recuou 0,5% em fevereiro, em comparação com o mês anterior, descontadas as influências sazonais, após registrar aumento de 1,7% em janeiro frente a dezembro, de acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira, 1°, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).

Entretanto, em relação a fevereiro de 2007, o indicador avançou 9,7%, vigésimo mês consecutivo de taxas positivas, e acumulou expansão de 9,2% no primeiro bimestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano passado.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, avançou 6,9% e manteve a trajetória de crescimento verificada desde abril de 2007.

Os números estão de acordo com as expectativas do mercado, embora a produção industrial de fevereiro tenha ficado 1,5% abaixo do recorde atingido em outubro do ano passado (3,4%).

A previsão dos analistas era de uma queda entre 0,4% e 0,6%, na comparação com janeiro e de aumento superior a 9% ante o mesmo mês do ano passado.

Mesmo com o recuo, o crescimento acumulado de 9,2% no primeiro bimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado, foi o maior para um primeiro bimestre, desde a expansão de 10,3% registrada em 2000.

Nos 12 meses encerrados em fevereiro, a produção industrial acumula alta de 6,9% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado é o maior desde os 7,2% de maio de 2005.

O grande destaque negativo da produção industrial, em fevereiro, foi o setor farmacêutico (-33,2%), resultado que reflete os efeitos de uma paralisação técnica em importante empresa do setor.

Também houve impactos negativos na produção industrial de fevereiro, vindos do setor de alimentos, que recuou 1,8%, após acumular 5,9% de crescimento nos dois meses anteriores, seguido por bebidas (-3,4%).

Entre as atividades com acréscimo, destacaram-se material eletrônico e equipamentos de comunicações (14,7%), compensando a queda de 12,6% registrada no mês anterior, máquinas e equipamentos (2,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (1,2%).

Ainda na comparação com o mês anterior, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (-3,9%) registrou a queda mais acentuada entre as categorias de uso, após aumento de 2,6% no mês de janeiro.

A produção de bens intermediários apresentou uma virtual estabilidade (-0,2%), após dois meses de resultados positivos, quando acumulou 2,4% de expansão. Já o setor de bens de consumo duráveis avançou 0,9%.

Trainee

A C&A abriu nesta terça-feira, dia 1°, as inscrições para a seleção de novos talentos para o seu Programa de Trainees.

Candidatos graduados no período de julho de 2005 a julho de 2008, nos cursos de Administração de Empresas, Administração Mercadológica, Arquitetura, Ciências Contábeis, Comunicação, Economia, Engenharia e Marketing estão aptos a participar do processo de seleção.

Além disso, a empresa informa que os candidatos devem atender a outros requisitos, como ter inglês fluente ou avançado, visão comercial; perfil desafiador e empreendedor, gostar de mudança e de assumir riscos e habilidade para se relacionar com pessoas.

Os interessados devem se inscrever pelo site http://www.cea.com.br/, até o dia 20 de maio próximo.

A contratação dos aprovados será realizada no mês de setembro. O treinamento tem duração de 15 meses e é composto por três módulos: operação de loja, compras e especialização em gestão de lojas.

Após o processo, o trainee assume o cargo de gerente e passa ser o responsável por uma unidade de negócio da C&A.

Segundo a C&A, o índice de efetivação em cargo de gerência, ao término do programa, é de aproximadamente 80% dos participantes.

Sertão em festa!

O Açude Engenheiro José Cândido de Castro de Paula Pessoa, nome oficial da Barragem de Quixeramobim(foto), no Estado do Ceará, um dos pontos turísticos mais visitados do Município, começou a transbordar, por volta das 10h00 de hoje, 1° de abril, com uma pequena lâmina, o que era esperado desde o último final de semana, quando o Açude Fogareiro, cujo nome oficial é Açude Engenheiro Antonio Antero, também localizado no Município, e que deságua no reservatório, superou sua capacidade.

O Açude Fogareiro está com uma lâmina de aproximadamente 1m40cm. A sangria, como é chamado o transbordamento pela população quixeramobinense, é considerada por muitos o marco principal do período invernoso do Município, atraindo a população local e turistas, pela beleza do espetáculo das águas, jorrando das 15 comportas da Barragem.

Li esta notícia no portal de jornalismo do Sistema Maior de Comunicação.

Comemorativas

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), da Câmara dos Deputados, aprovou, na quinta-feira,27, em caráter conclusivo, quatro projetos de lei que instituem novas datas comemorativas.

As propostas criam o Dia Nacional do Pecuarista (15 de julho); o Dia Nacional do Despachante Documentalista (12 de dezembro); o Dia Nacional do Engenheiro de Alimentos (16 de outubro); e o Dia Nacional da Associação Cristã de Moços (20 de julho).

O PL 7196/02, vai à sanção presidencial. Os demais serão analisados pelo Senado Federal.

Sistema Nacional de Cultura

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), da Câmara dos Deputados, aprovou, na quarta-feira, 26, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 416/05, que institui o Sistema Nacional de Cultura.

O artigo 215 da Constituição determina ser dever do Estado garantir à população o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional.

O objetivo da PEC, que insere o artigo 216-A, no texto constitucional, é criar condições para a organização de um sistema de gestão da cultura, incentivando e definindo elementos para ampliar o acesso do povo aos bens culturais.

De acordo com a proposta, integrarão o sistema nacional representantes do Ministério da Cultura; do Conselho Nacional da Cultura; dos sistemas de Cultura dos estados, do Distrito Federal e dos municípios; das instituições públicas e privadas ligadas à promoção, ao financiamento e à realização de atividades culturais; e dos subsistemas complementares, como os sistemas de museus, de bibliotecas, de arquivos, de informações culturais, de fomento e de incentivo à cultura.

O Brasil precisa assumir a responsabilidade de tratar a cultura como instrumento de construção da identidade do povo. É preciso trabalhar pelo acesso irrestrito aos bens culturais para universalizar a oferta de educação.

A PEC será analisada por uma comissão especial e, em seguida, deverá ser votada em dois turnos no Plenário.

Reflexão de primeiro de abril

A Roupa Nova do Rei

Era uma vez um rei, tão exageradamente amigo de roupas novas, que nelas gastava todo o seu dinheiro. Ele não se preocupava com seus soldados, com o teatro ou com os passeios pela floresta, a não ser para exibir roupas novas. Para cada hora do dia, tinha uma roupa diferente. Em vez de o povo dizer, como de costume, com relação a outro rei: "Ele está em seu gabinete de trabalho", dizia. "Ele está no seu quarto de vestir".

A vida era muito divertida na cidade onde ele vivia. Um dia, chegaram hóspedes estrangeiros ao palácio. Entre eles, havia dois trapaceiros. Apresentaram-se como tecelões e gabavam-se de fabricar os mais lindos tecidos do mundo. Não só os padrões e as cores eram fora do comum, como, também, as fazendas tinham a especialidade de parecer invisíveis às pessoas destituídas de inteligência, ou àquelas que não estavam aptas para os cargos que ocupavam."Essas fazendas devem ser esplêndidas, pensou o rei. Usando-as, poderei descobrir quais os homens, no meu reino, que não estão em condições de ocupar seus postos, e poderei substituí-los pelos mais capazes... Ordenarei, então, que fabriquem certa quantidade deste tecido para mim."

Pagou aos dois tecelões uma grande quantia, adiantadamente, para que logo começassem a trabalhar. Eles trouxeram dois teares nos quais fingiram tecer, mas nada havia em suas lançadeiras. Exigiram que lhes fosse dada uma porção da mais cara linha de seda e ouro, que puseram imediatamente em suas bolsas, enquanto fingiam trabalhar nos teares vazios.

- Eu gostaria de saber como vai indo o trabalho dos tecelões, pensou o rei.

Entretanto, sentiu-se um pouco embaraçado ao pensar que quem fosse estúpido, ou não tivesse capacidade para ocupar seu posto, não seria capaz de ver o tecido. Ele não tinha propriamente dúvidas a seu respeito, mas achou melhor mandar alguém primeiro, para ver o andamento do trabalho.

Todos na cidade conheciam o maravilhoso poder do tecido e cada qual estava mais ansioso para saber quão estúpido era o seu vizinho.

- Mandarei meu velho ministro observar o trabalho dos tecelões. Ele, melhor do que ninguém, poderá ver o tecido, pois é um homem inteligente e que desempenha suas funções com o máximo da perfeição, resolveu o rei.

Assim sendo, mandou o velho ministro ao quarto onde os dois embusteiros simulavam trabalhar nos teares vazios.

- "Deus nos acuda!!!" pensou o velho ministro, abrindo bem os olhos.

"Não consigo ver nada!"

Não obstante, teve o cuidado de não declarar isso em voz alta. Os tecelões o convidaram para aproximar-se, a fim de verificar se o tecido estava ficando bonito e apontavam para os teares. O pobre homem fixou a vista o mais que pode, mas não conseguiu ver coisa alguma.

- "Céus!, pensou ele. Será possível que eu seja um tolo? Se é assim, ninguém deverá sabê-lo e não direi a quem quer que seja que não vi o tecido."

- O senhor nada disse sobre a fazenda, queixou-se um dos tecelões.

- Oh, é muito bonita. É encantadora!! Respondeu o ministro, olhando através de seus óculos. O padrão é lindo e as cores estão muito bem combinadas. Direi ao rei que me agradou muito.

- Estamos encantados com a sua opinião, responderam os dois ao mesmo tempo e descreveram as cores e o padrão especial da fazenda.

O velho ministro prestou muita atenção a tudo o que diziam, para poder reproduzi-lo diante do rei.

Os embusteiros pediram mais dinheiro, mais seda e ouro para prosseguir o trabalho. Puseram tudo em suas bolsas. Nem um fiapo foi posto nos teares, e continuaram fingindo que teciam.

Algum tempo depois, o rei enviou outro fiel oficial para olhar o andamento do trabalho e saber se ficaria pronto em breve. A mesma coisa lhe aconteceu: olhou, tornou a olhar, mas só via os teares vazios.

- Não é lindo o tecido? Indagaram os tecelões, e deram-lhe as mais variadas explicações sobre o padrão e as cores.

"Eu penso que não sou um tolo, refletiu o homem. Se assim fosse, eu não estaria à altura do cargo que ocupo. Que coisa estranha!!"

Pôs-se, então, a elogiar as cores e o desenho do tecido e, depois, disse ao rei: "É uma verdadeira maravilha!!"Todos na cidade não falavam noutra coisa senão nessa esplendida fazenda, de modo que o rei, muito curioso, resolveu vê-la, enquanto ainda estava nos teares.

Acompanhado por um grupo de cortesões, entre os quais se achavam os dois que já tinham ido ver o imaginário tecido, foi ele visitar os dois astuciosos impostores. Eles estavam trabalhando mais do que nunca, nos teares vazios.

- É magnífico! Disseram os dois altos funcionários do rei. Veja Majestade, que delicadeza de desenho! Que combinação de cores! Apontavam para os teares vazios, com receio de que os outros não estivessem vendo o tecido.

O rei, que nada via, horrorizado pensou: "Serei eu um tolo e não estarei em condições de ser rei? Nada pior do que isso poderia acontecer-me!"

Então, bem alto, declarou:- Que beleza! Realmente merece minha aprovação!! Por nada neste mundo ele confessaria que não tinha visto coisa nenhuma.

Todos aqueles que o acompanhavam também não conseguiram ver a fazenda, mas exclamaram a uma só voz: - Deslumbrante!! Magnífico!!

Aconselharam eles ao rei que usasse a nova roupa, feita daquele tecido, por ocasião de um desfile, que se ia realizar daí a alguns dias. O rei concedeu a cada um dos tecelões uma condecoração de cavaleiro, para ser usada na lapela, com o título "cavaleiro tecelão".

Na noite que precedeu o desfile, os embusteiros fizeram serão. Queimaram dezesseis velas para que todos vissem o quanto estavam trabalhando, para aprontar a roupa. Fingiram tirar o tecido dos teares, cortaram a roupa no ar, com um par de tesouras enormes e coseram-na com agulhas sem linha.

Afinal, disseram:- Agora, a roupa do rei está pronta.

Sua Majestade, acompanhado dos cortesões, veio vestir a nova roupa. Os tecelões fingiam segurar alguma coisa e diziam: "aqui está a calça, aqui está o casaco, e aqui o manto. Estão leves como uma teia de aranha. Pode parecer a alguém que não há nada cobrindo a pessoa, mas aí é que está a beleza da fazenda".

- Sim! Concordaram todos, embora nada estivessem vendo. - Poderia Vossa Majestade tirar a roupa? propuseram os embusteiros. Assim poderiamos vestir-lhe a nova, aqui, em frente ao espelho. O rei fez-lhes a vontade e eles fingiram vestir-lhe peça por peça. Sua majestade virava-se para lá e para cá, olhando-se no espelho e vendo sempre a mesma imagem, de seu corpo nu.

- Como lhe assentou bem o novo traje! Que lindas cores! Que bonito desenho! Diziam todos com medo de perderem seus postos se admitissem que não viam nada.

O mestre de cerimônias anunciou: - A carruagem está esperando à porta, para conduzir Sua Majestade, durante o desfile.

- Estou quase pronto, respondeu ele. Mais uma vez, virou-se em frente ao espelho, numa atitude de quem está mesmo apreciando alguma coisa. Os camareiros que iam segurar a cauda, inclinaram-se, como se fossem levantá-la do chão e foram caminhando, com as mãos no ar, sem dar a perceber que não estavam vendo roupa alguma.

O rei caminhou à frente da carruagem, durante o desfile. O povo, nas calçadas e nas janelas, não querendo passar por tolo, exclamava:

- Que linda é a nova roupa do rei! Que belo manto! Que perfeição de tecido!

Nenhuma roupa do rei obtivera antes tamanho sucesso! Porém, uma criança que estava entre a multidão, em sua imensa inocência, achou aquilo tudo muito estranho e gritou:

- Coitado!!! Ele está completamente nu!! O rei está nu!!

O povo, então, enchendo-se de coragem, começou a gritar:

- Ele está nu! Ele está nu!

O rei, ao ouvir esses comentários, ficou furioso por estar representando um papel tão ridículo!

O desfile, entretanto, devia prosseguir, de modo que se manteve imperturbável e os camareiros continuaram a segurar-lhe a cauda invisível.

Depois que tudo terminou, ele voltou ao palácio, de onde, envergonhado, nunca mais pretendia sair. Somente depois de muito tempo, com o carinho e afeto demonstrado por seus cortesões e por todo o povo, também envergonhados por se deixarem enganar pelos falsos tecelões, e que clamavam pela volta do rei, é que ele resolveu se mostrar em breve aparições... Mas nunca mais se deixou levar pela vaidade e perdeu para sempre a mania de trocar de roupas a todo momento.

Quanto aos dois supostos tecelões, desapareceram misteriosamente, levando o dinheiro e os fios de seda e ouro. Mas, depois de algum tempo, chegou a notícia na corte, de que eles haviam tentado fazer o mesmo golpe em outro reino e haviam sido desmascarados, e agora cumpriam uma longa pena na prisão.

(por Hans Christian Anderson)

segunda-feira, 31 de março de 2008

Fortuna

Vinte anos após ter sido incluído no texto constitucional, o imposto sobre grandes fortunas, conhecido pela sigla de IGF, volta a ser discutido no Congresso Nacional.

Na quarta-feira passada, 26, a líder do Psol, Deputada Luciana Genro (RS), apresentou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 277/08, que regulamenta o tributo.

A retomada do debate não é casual. Com a Reforma Tributária tramitando aqui na Câmara (PEC 233/08), é ótima oportunidade para regulamentar o IGF, também conhecido como imposto Robin Hood, o único dos sete de competência da União, que nunca foi concretizado.

A PEC 233/08 manteve a redação do imposto existente na Constituição (artigo 153, VII), mas determinou que ele integrará, junto com o Imposto de Renda (IR), com o Imposto sobre Produtos Industrializados(IPI) e com o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA-f), a fatia da arrecadação federal destinada aos estados e municípios.

No exterior, essa cobrança mantém-se em países como Suíça, Noruega, Grécia, Espanha, Finlândia, Índia e França, este último pioneiro na cobrança do tributo, conhecido como imposto solidário sobre a riqueza. Mas foi abolida na Áustria (1994), Holanda (2001) e Suécia (a partir deste ano). Na maior economia do mundo, os Estados Unidos da América, o tributo também não existe.

domingo, 30 de março de 2008

Varizes

Veias saltadas e arroxeadas nas pernas costumam ser sinal de varizes, doença que atinge cerca de 35% dos brasileiros acima dos 15 anos.

Apesar da fama de distúrbio feminino, as veias varicosas também atingem homens, adolescentes e, em alguns casos, até crianças. Comum principalmente entre homens e mulheres, entre 20 e 50 anos, as varizes são hereditárias e ainda não têm cura, mas os tratamentos cada vez mais modernos têm sido promissores no controle da doença.

Não existe como prevenir o aparecimento das varizes, mas a adoção de hábitos saudáveis evita que elas se manifestem de forma precoce ou que evoluam para um quadro mais grave.

A combinação das mudanças hormonais com a pré-disposição genética, também pode provocar o aparecimento das varizes nos adolescentes. Quem sofre mais são as meninas, mas o distúrbio não é exclusivo delas.

Nas crianças as varizes são raras, mas podem acontecer. Nestes casos, elas costumam surgir depois de algum trauma físico.

sábado, 29 de março de 2008

Empresa

Outra forma de definir pequenas organizações é pelo número de funcionários.

Empresas com 29 a 99 funcionários, nas áreas de indústria e construção, e 10 a 49, em comério e serviços, configuram pequeno porte.

A classificação de médias empresas nem sempre é clara. Além de não contarem com um estatuto próprio, há poucos números que definam seu universo. Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) afirma que, em 2004, eram quase 23 mil empreendimentos com mais de 100 empregados no Brasil.

Embora micro e pequenos empreendimentos respondam por cerca de 60% dos postos de trabalho com carteira assinada, sua fatia no Produto Interno Bruto(PIB) brasileiro, 20%, ainda é considerada pequena.

Segundo o IBGE, em 2003, 98% de empresas urbanas, com até cinco funcionários, eram informais.

A força dos pequenos e médios empreendimentos está no comércio e na prestação de serviços, justamente onde esbarra com o mercado informal.

Uma competição ingrata.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Avança, Ceará!

Discurso por mim proferido, no Grande Expediente, em sessão da Câmara dos Deputados, em 25 de março de 2008.

O Ceará começou este ano com más notícias na área econômica. Primeiro, foi a produção industrial no Estado em 2007, que teve um desempenho pífio, oscilando, ao longo do ano, entre taxas mensais negativas e baixas. Ficamos com o menor índice de crescimento acumulado, registrado no Brasil em 2007, 0,3% contra 5,6% em 2006. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física (Regional), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Ceará ficou na última posição entre as 14 localidades pesquisadas em 2007.

Agora, neste mês de março, nova pesquisa do IBGE mostra que a indústria cearense registrou o pior resultado brasileiro, no quesito produção física, pelo segundo mês consecutivo.

Segundo o estudo, o volume produzido na indústria de transformação cearense, em janeiro de 2008, foi 3,2% menor do que o obtido em dezembro de 2007. A queda interrompe a série de três anos consecutivos em que a produção física registrada pelo setor em janeiro, sempre superava a obtida em dezembro do ano anterior.

Comparando janeiro de 2008 com janeiro de 2007, o Ceará foi o único dos 14 locais pesquisados pelo IBGE que teve retração, em 2,3%. Vale ressaltar que a média do País foi positiva, com 8,5%.

Fragilizada pelo Real supervalorizado, que inibe exportações, e pela concorrência com os chineses, a indústria têxtil está no olho do furacão da diminuição da produção industrial cearense. Conforme o IBGE, 60% dos produtos verificados tiveram produção inferior à realizada em janeiro do ano passado, provocando queda de 37,6% no indicativo mensal.

Com efeitos negativos mais suaves sobre o resultado global do Ceará, estão máquinas, aparelhos e materiais elétricos (menos 35,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (menos 13,9%). As vendas industriais cearenses também começaram o ano com forte queda.

De acordo com a pesquisa de indicadores industriais, elaborada pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), ligado à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), a queda nas vendas totais da indústria manufatureira foram 11,96% menores em janeiro de 2008 do que em dezembro de 2007. Na comparação com janeiro, o cenário foi de leve recuperação, conforme o estudo, apontando tímida alta de 1,25%.

Em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, o economista Pedro Jorge Viana, reconhece que embora seja uma pesquisa com metodologia e objetivos diferentes, os dados parecem corroborar os dados do IBGE.

Dos sete setores pesquisados, apenas os de minerais não-metálicos e o metalúrgico começaram o ano com vendas em alta, de 25,5% e 8,04%, respectivamente. No vestuário, a situação é dramática. Janeiro de 2008 terminou com comercialização 56,79% menor que dezembro de 2007. Retroagindo até janeiro de 2007, produtos alimentares (21,68%), têxtil (13,23%) e vestuário (11,38%) tiveram os piores desempenhos.

Conforme o Indi, o número de trabalhadores no setor caiu 0,97% de dezembro de 2007 para janeiro de 2008. Contudo, as horas trabalhadas tiveram decréscimo de 4,7% em comparação a dezembro, mas avançaram 0,82% frente a janeiro de 2007.

A utilização da capacidade instalada nas fábricas cearenses foi recuperada de dezembro para janeiro, partindo de 69,87% para 75,68%. Este índice, ainda é menor do que o sentido em janeiro de 2007, que ficou em 78,1%. Infelizmente, os números cearenses referentes à indústria são desanimadores.

Além do baixo desempenho, o Ceará também ficou na lanterna do emprego industrial, com um acréscimo de apenas 0,2% em 2007. Estampada na manchete do jornal Diário do Nordeste, em 20 de fevereiro, a queda no número de emprego formal no Ceará, que eliminou 4.905 empregos com carteira assinada no mês passado, indo na contramão do recorde registrado no País, onde houve um saldo de 142 mil 921 empregos.

Houve questionamentos, por parte de pessoas ligadas ao atual Governo estadual, sobre a metodologia aplicada pelo IBGE para medir o crescimento industrial. Segundo a imprensa local, o deputado estadual Nelson Martins, líder do Governo na Assembléia Legislativa cearense, responsabiliza o método de cálculo pelo insucesso dos números. É bom lembrar que a sistemática empregada é a mesma para todo o Brasil, e aplicada pelo insuspeito Instituto.

Outra queda registrada foi no setor turístico, uma das principais áreas de geração de renda para a Região Nordeste. Dados de 2007, divulgados pela CVC, a maior operadora brasileira de viagens, revelam que a venda de pacotes turísticos caiu no Brasil, seguramente em razão do "apagão" aéreo. A maior queda, entretanto, foi no Ceará, de 14%.

Depois da indústria e do turismo cearenses, agora é a vez do comércio varejista de Fortaleza. A Capital cearense acende a luz amarela. Reportagem publicada no jornal Diário do Nordeste, da última quinta-feira,13, mostrou que, pela primeira vez, desde junho de 2006, o setor registra queda no faturamento das vendas. Em janeiro último, houve retração de 1,65%, comparado ao mesmo mês de 2007.

O dado faz parte da Pesquisa Conjuntural do Comércio, do Instituto de Desenvolvimento do Comércio (IPDC), ligado à Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio). A retração em janeiro foi puxada pelos seguintes ramos de atividade: combustíveis e lubrificantes (menos 41,09%), materiais de construção (menos 29,77%), autopeças e acessórios (menos 18,47%), e revendedoras de veículos (menos14,81%).

De acordo com a Fecomércio, a retração nas vendas, em janeiro, foi motivada por pelo menos três fatores: o endividamento, que afetou a capacidade de consumo da classe média; a queda do emprego formal no Estado e o crescimento da informalidade.

As conseqüências dessas perdas são desastrosas. O Produto Interno Bruto (PIB) cearense, em 2007, cresceu apenas 4,1%, muito aquém do esperado, principalmente se levarmos em conta o ritmo que vinha sendo registrado até 2006, onde o PIB cearense era superior ao do Brasil.

Além do crescimento do Ceará ter ficado abaixo do índice nacional, o ritmo estadual está muito lento. O Estado do Ceará deve se esforçar para aumentar suas riquezas, disponibilizando mais benefícios ao seu povo.

Infelizmente, a expectativa de crescimento já não era boa. Uma conjunção de fatores atrapalhou, como o Real sobrevalorizado, a quebra de safra agrícola, a falta de investimentos públicos federais, o retrocesso nos investimentos estaduais em infra-estrutura e, finalmente, os juros elevados. Todos esses fatores certamente inibiram a produção industrial.

Não poderia deixar de citar aqui o empenho desenvolvido pelo ex-Governador Lúcio Alcântara, que durante sua gestão, conseguiu manter o ritmo de crescimento econômico do Ceará superior ao do Brasil. Os investimentos que Lúcio Alcântara fez no incentivo à indústria, apoio ao empreendedorismo e estímulo ao agronegócio, contribuíam para os bons resultados. E como todos sabemos, quanto mais a economia cresce mais empregos são gerados.

Na gestão Lúcio Alcântara foram criados 90.450 empregos em todo o Estado, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Na época, mais precisamente no primeiro trimestre de 2006, os cearenses comemoraram o crescimento acumulado da produção industrial no Ceará, de 10,3%. O índice equivalia a mais do que o dobro da média registrada pelo País no período, 4,6%, e a pouco mais do que o triplo da média nordestina (3,3%). A economia do Estado também se destacou à época, chegando a superar o desempenho brasileiro. Só no primeiro trimestre de 2006, a economia cearense cresceu 50% a mais do que a média do Brasil.

De 2003 a outubro de 2006, o Governo Lúcio Alcântara atraiu para o Ceará 339 empresas com assinatura de protocolos de intenções, proporcionando a geração de 83 mil novos postos de trabalho. No mesmo período, foram implantadas ou ampliadas 209 empresas em 58 municípios, com investimentos de R$ 2,7 bilhões, gerando 54 mil postos de trabalho. No final de 2006, mais 28 empresas encontravam-se em fase de implantação em 28 municípios cearenses.

No setor turístico, ainda no Governo Lúcio Alcântara, o Ceará comemorou, em 2005, os dez anos de criação da Secretaria do Turismo, coincidindo com o lançamento da alta estação de julho, mês para o qual estava prevista a chegada de 210 mil visitantes. Um crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O balanço da alta estação em 2005, confirmou as boas expectativas para o setor.

O Ceará conseguiu alcançar a meta de 1,9 bilhão de turistas, representando um aumento de 10,3% em relação a 2004, e consolidando o turismo como uma atividade de grande importância para a economia estadual, que gerou receita total de 2,3 bilhões de reais.

Considero preocupante a atual situação econômica do Ceará. Não podemos colaborar com essa queda no desempenho industrial e no setor turístico em nosso Estado. As conseqüências são desastrosas a médio e longo prazo.

Em vez de questionar metodologias, setores ligados ao Governo estadual devem propor soluções, mudar de rota, se for o caso, aplicar os princípios da austeridade e da transparência como regras na execução orçamentária. Esperamos do Governo do Ceará ações comprometidas com o crescimento do Estado, incluindo socialmente o seu povo.

Destaco aqui a atitude pioneira e corajosa do ex-Governador Lúcio Alcântara, que adotou, em 2003, novos procedimentos administrativos, assumindo o modelo da Gestão Pública por Resultados (GPR) em toda a administração.

A postura governamental tornou-se mais empreendedora, buscando padrões de eficiência, eficácia e efetividade na gestão dos recursos públicos, priorizando a responsabilidade fiscal. Com esse sistema, o Governo se colocou em posição de ser cobrado, expondo-se de forma transparente ao julgamento do seu desempenho. Infelizmente, o modelo de Gestão Pública por Resultados foi abandonado.

Se de um lado o Governo do Estado não obtém êxito, principalmente na área econômica, do outro o povo cearense está sempre pleno de orgulho. Lá no sul do meu Estado, no município de Várzea Alegre, o estudante cearense Ricardo Oliveira superou todas as adversidades, e mostrou que é um vencedor.

Morador do Sítio Vacaria, Ricardo, que é portador de uma doença neurológica que atrofia a medula espinhal, nos deu uma lição de vida e de superação, conseguindo, com esforço próprio e o apoio da família, ultrapassar os obstáculos que a doença lhe impõe. Aos 19 anos, conquistou sua segunda medalha de ouro consecutiva, na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.

Ricardo Oliveira chamou a atenção do Brasil por seu exemplo. Em 26 de fevereiro, na cidade do Rio de Janeiro, recebeu das mãos do presidente Lula, a sua segunda medalha de ouro. Ricardo não é só um campeão dos números, é um vencedor na vida.

Filho de pequenos agricultores, a família recebe um salário mínimo por mês, da aposentadoria de Ricardo, e 70 reais que vêm de programas sociais do governo. Na infância, a deficiência impediu que ele freqüentasse a escola, mas Ricardo não perdeu o ânimo de estudar. Foi alfabetizado em casa, pela mãe, dona Francisca da Conceição, que só cursou até a sexta série. Francisca chegou a comprar uma cartilha para orientar o filho. Com a ajuda do irmão mais novo, Ronildo Oliveira, Ricardo foi além da leitura e das operações básicas da matemática.

Somente aos 17 anos ele conseguiu se matricular na escola. Fez um teste e entrou na quinta série. Mas só tem uma aula por semana, quando um professor vai até ao seu encontro. Antes do professor chegar, Ricardo adianta os estudos.

O jovem do sertão acumula medalhas e certificados. Além de matemática, ele também foi ouro nas olimpíadas de astronomia e astronáutica. Por causa do bom desempenho nos estudos, ele já tem computador em casa, que vai ajudar no seu sonho de se tornar um professor.

Estamos torcendo para que o Governo do Ceará haja como Ricardo: reconheça suas dificuldades, mas jamais deixe que elas se tornem um obstáculo para o desenvolvimento de todos nós, cearenses.

Frase dita

É mais grave o erro mínimo às vezes do que o grande erro.

Clarice Lispector

Freqüência na escola

Embora a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) tenha mostrado avanço nos índices de escolaridade nos últimos anos, o Brasil ainda tem 14 milhões de crianças e adolescentes, com até 17 anos, sem freqüentar a escola. O dado representa 24,2% do total.

Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2004, o índice era de 26,2%. Desse total, 82,4% tinham até seis anos de idade. O percentual da faixa de 7 a 14 anos era de 4,6% enquanto 13% tinham de 15 a 17 anos.

Outro dado observado pela pesquisa mostra que a taxa de escolarização feminina superou a masculina, nas três faixas etárias em que as crianças e adolescentes deveriam estar cursando o pré-escolar e os ensinos fundamental e médio. Para crianças de 0 a 3 anos, no entanto, a taxa de freqüência é maior entre os meninos (16,1%) do que entre as meninas (14,8%).

De acordo com o levantamento do IBGE, quanto maior o rendimento médio per capita domiciliar, maior é a taxa de freqüência escolar. E a rede pública é a mais usada, com 83,6% dos que freqüentam a escola.

O índice de freqüência na rede pública é de 57,7% na creche, 73,5%, na pré-escola, 87,8% no ensino fundamental e 80,4% no ensino médio.

Na rede particular, o comportamento é diferente e o índice de freqüência é menor do que na rede pública. Freqüentavam a creche 42,3%, a pré-escola 26,5%, o ensino fundamental 12,2% e o médio 19,6%.

Enquanto na rede pública 45,8% faltaram à escola nos 60 dias anteriores à data da pesquisa, na rede particular, o índice era de 40,3%. Entre os motivos mais declarados para justificar a ausência, a doença foi citada por 59,6%. O segundo motivo mais citado foi vontade própria ou dos pais ou responsáveis, com 16%.

Na rede pública, 10,2% justificam faltas por não ter transporte escolar, devido à distância para o colégio ou não ter quem os levasse ou por falta de professor ou greve. Na rede particular, estes motivos foram citados por apenas 3,6% das pessoas.

De acordo com o IBGE, um dos fatores que pode ter contribuído para esta proporção foi o rendimento médio domiciliar per capita, menor naqueles que freqüentam a rede pública.

Foram pesquisados 145.547 domicílios, que viviam 410.241 pessoas, em 851 municípios do País, no ano de 2006.

Trabalho impróprio

O Brasil tem 5,1 milhões de crianças e adolescentes de cinco a 17 anos trabalhando. Desse total, 1,437 milhão têm até 13 anos, o que é considerado ilegal pela legislação brasileira.

Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados do Programa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 237 mil crianças de todo o País (1,4% do total), de cinco a nove anos e 1,2 milhão de crianças de 10 a 13 anos (8,2%), estavam inseridas no mercado de trabalho em 2006. Outro 1,3 milhão (19%) que trabalha, tinha entre 14 e 15, enquanto 2,4 milhões (34,7%) tinham 16 ou 17 anos.

De acordo com a avaliação do IBGE, apesar dos dados apontados, as políticas implementadas no país têm resultado na redução do trabalho infantil. Em 2004, o nível de ocupação era de 11,8% em todo o País. Dois anos depois, ele apresentou uma pequena queda para 11,5%.

É importante lembrar que até 13 anos a criança não pode trabalhar, em hipótese alguma, segundo a Constituição e a Organização Internacional do Trabalho(OIT). Com 14 ou 15 anos, pode trabalhar desde que como aprendiz, visando a alguma qualificação profissional, e com 16 ou 17 anos é possível trabalhar, mas sem qualquer atividade noturna, perigosa ou insalubre.

Ainda de acordo com a pesquisa do Instituto, o trabalho infantil gera reflexos nos índices de freqüência escolar. Se entre crianças entre cinco e 13 anos, a taxa de escolarização é a mesma tanto em relação às que trabalham quanto às que não trabalham, a diferença vai se acentuando nos grupos entre 14 e 15 anos e entre 16 e 17 anos.

Das que tinham alguma ocupação, 84,2% freqüentavam a escola enquanto 93,7% das que não tinham qualquer ocupação iam com freqüência ao colégio. Entre os que somavam 16 ou 17 anos, o índice era de 70,8% para um grupo e 82,4% para o outro.

Um dado que retrata a importância da renda de crianças e adolescentes nos domicílios pesquisados, é que, em 2006, o rendimento médio mensal deles foi estimado em R$ 210. Sendo que o dos meninos era maior (R$ 225) do que o das meninas (R$ 186).

Segundo o levantamento do IBGE, nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o rendimento era aproximadamente o dobro (até R$ 245) do que na região Nordeste (média de R$ 126).

O IBGE pesquisou 145.547 domicílios, que viviam 410.241 pessoas em 851 municípios do País, no ano de 2006.

Primeira gravação sonora

Por mais de um século, desde que registrou a letra falada de Mary had a little lamb (Maria tinha um carneirinho), em uma folha de papel de alumínio, Thomas Edison tem sido considerado o inventor do som gravado.

Mas, pesquisadores americanos descobriram uma gravação, feita por um obscuro inventor francês, que antecederia em pelo menos duas décadas a criação do fonógrafo do americano Edison, como mostrou o jornal O Globo, a partir de reportagem do New York Times.

A descoberta foi feita por um grupo de engenheiros e historiadores musicais, que encontraram em Paris um arquivo com uma gravação, de dez segundos, de uma voz feminina interpretando uma tradicional canção folclórica francesa.

Segundo eles, a gravação foi feita em abril de 1860, em um fonoautógrafo, um aparelho criado não para reproduzir sons, mas para capturá-los e gravá-los visualmente.

Trata-se de uma descoberta histórica. Essa é a primeira gravação sonora conhecida, assegura Samuel Brylawski, Diretor da Divisão de Áudio da Biblioteca do Congresso americano.

Ácaro letal

O Brasil decidiu, nesta sexta-feira, 28, suspender a importação de frutas do Chile.

De acordo com o Ministério da Agricultura, os produtos do País andino chegavam ao Brasil infectados por um ácaro que pode ser letal para a videira.

Deixarão de entrar no Brasi uva, kiwi, pêssego, nectarina, maçã, frutas cítricas, figo, marmelo e pêra, entre outras.

De acordo com o Ministério, em 2006 o Brasil já havia alertado o Chile que as frutas que chegavam ao mercado nacional, estavam contaminadas com essa praga.

O Chile assinou um entendimento bilateral se comprometendo a não exportar frutas contaminadas pelo ácaro, mas exames laboratoriais confirmaram, segundo o Ministério, que os produtos chilenos continuam a chegar ao Brasil com o problema.

A restrição visa proteger os produtores brasileiros, que geram 4 milhões de empregos, produzem 34 milhões de toneladas de frutas e contribuem com o Produto Interno Bruto(PIB) da agricultura em US$ 11 bilhões.

O Brasil hoje é um dos três maiores produtores de frutas do mundo.

Brasil - Equador

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta semana, Projeto de Decreto Legislativo 383/07, da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que homologa acordo de cooperação técnica na área de turismo entre o Brasil e o Equador.

O acordo foi assinado em abril de 2007, em Brasília, promovendo o intercâmbio de turistas entre Brasil e Equador.

Para tanto, cada governo se compromete a facilitar o estabelecimento e a operação de órgãos de promoção turísticas do outro país em seu território. Também haverá troca de informações sobre treinamento de profissionais do setor.

Pelo texto, cada país divulgará propaganda ou informações que respeitem a cultura e a história social da outra parte. O país deverá esforçar-se para enviar ao outro representantes dos meios de comunicação relacionados ao turismo, para conhecer seu potencial turístico e facilitar sua divulgação.

Está previsto, também, o intercâmbio de informações sobre resultados de pesquisas e projetos realizados para prevenção da exploração sexual de menores em atividades de turismo.

O Projeto será analisado em regime de prioridade pelo Plenário.

Brasil - África

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta última quarta-feira, 26, o texto do acordo de cooperação técnica entre o Brasil e a União Africana, constante do Projeto de Decreto Legislativo 382/07, da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

O acordo, assinado em fevereiro do ano passado, em Brasília, prevê o envolvimento de instituições do setor público e privado, assim como organizações não-governamentais.

Fundada em 2002, a União Africana é a entidade que sucedeu a Organização da Unidade Africana. Com base no modelo da União Européia, seu propósito é ajudar na promoção da democracia, dos direitos humanos e do desenvolvimento do continente africano, especialmente no aumento dos investimentos estrangeiros, por meio do programa Nova Parceria para o Desenvolvimento da África.

O organismo compreende 52 nações africanas. A única exceção é o Marrocos, que decidiu não participar da UA porque o Saara Ocidental foi aceito como membro da organização. Marrocos não reconhece a soberania do Saara Ocidental e o considera parte do seu território. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o Saara Ocidental é um País ocupado.

A matéria segue, com prioridade, para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Biossegurança

Apesar de a Lei de Biossegurança (11.105/05) ter atribuído exclusivamente à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança(CTNBio), a responsabilidade pela avaliação de risco de biossegurança de organismos geneticamente modificados (OGM), as situações de conflito dentro do próprio Poder Executivo ainda persistem.

Essa foi a conclusão a que chegaram, nesta quinta-feira, 27, os participantes de Audiência Pública promovida pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

O Vice-Presidente da CTNBio, Edilson Paiva, afirmou que há grupos de pessoas que disseminam informações erradas sobre os transgênicos, influenciando movimentos sociais e o Poder Judiciário, que interfere nos processos de liberação de produtos para a comercialização e até mesmo nas pesquisas.

Isso resulta, segundo Paiva, em prejuízos para os produtores e para o País, que está atrasado com relação a outros países. Ele disse também que o atraso diminui a produtividade e afeta o meio ambiente, prejudicando diretamente a população. De acordo com Paiva, em 12 anos de utilização de tecnologia de transgênicos no mundo, houve uma redução acumulada de uso de 289 mil toneladas de princípios ativos e defensivos agrícolas. Isso barateou a produção e reduziu a contaminação do ambiente.

A Comissão Técnica da CTNBio, que analisa os pedidos de liberação dos transgênicos, é formada por 27 cientistas com doutorado, sendo 6 deles indicados pela sociedade civil. Os ministérios da Saúde e do Meio Ambiente também têm um representante, cada um. Acima da Comissão, está um conselho de 11 ministros, que deve se manifestar no caso de decisões que gerem conseqüências socioeconômicas, em caso de recursos e também quando o Conselho julgar necessário.

Francisco Aragão, pesquisador da Embrapa em Recursos Genéticos e Biotecnologia e membro da Comissão Técnica da CTNBio, explicou que a legislação anterior a 1995, dividia o poder de liberação de pesquisas entre a comissão e os ministérios do Meio Ambiente, Saúde e Agricultura. Isso, afirmou, atrasava por anos as pesquisas, pois havia a necessidade de sete licenças. Segundo ele, hoje a situação é a ideal.

Porém, de acordo com o vice-presidente da CTNBio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) continuam interferindo, de maneira indevida, nos processos de liberação, seja recorrendo ao Conselho, seja conseguindo liminares na Justiça.

Por outro lado, o Diretor-Adjunto da Anvisa, Luiz Armando Erthal, destacou que a Constituição Federal determina, em seu artigo 200, ser competência do Sistema Único de Saúde (SUS) realizar ações de vigilância sanitária e desenvolver ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde pública. Ele explicou que a Anvisa tem uma Comissão de Biossegurança, que atua em colaboração com a Comissão de Biossegurança do Ministério da Saúde, para subsidiar a ação do representante da Saúde na Comissão.

Esses grupos desenvolveram um questionário em que todos os aspectos de segurança do produto são analisados. Se julgam que faltam informações, interferem no processo, como ocorreu no caso de uma espécie de milho que estava em processo de liberação.O mesmo produto, segundo ele, foi comercializado, há 10 anos, na França e também foi, posteriormente, retirado daquele mercado pelos mesmos motivos alegados pela Anvisa.

quinta-feira, 27 de março de 2008

(In)Segurança Pública

Na abertura do II Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), nesta quarta-feira, 26, na cidade do Recife, no Estado de Pernambuco, o Secretário Nacional de Segurança Pública interino, Ricardo Balestreri, informou que praticamente a metade dos policiais civis e militares no Brasil (cerca de 200 mil de um total aproximado de 500 mil), ganha até R$ 1.400 ou o equivalente a pouco mais de três salários mínimos.

O Secretário divulgou o dado porque são apenas esses policiais que têm direito a se candidatar ao Bolsa Formação, do Ministério da Justiça, que paga R$ 400 por curso de capacitação profissional. Isso se não tiverem cometido infrações penais ou administrativas, nos últimos cinco anos.

O FBSP é uma entidade civil sem fins lucrativos, que reúne há dois anos policiais, gestores de segurança pública e pesquisadores do tema.

Isso revela como os policiais estão ganhando mal no Brasil, lamenta a pesquisadora Silvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania(Cesec), da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, uma das participantes do Encontro que reúne 700 executivos da área de segurança pública, pesquisadores do tema e policiais civis, militares e federais.

O Encontro é patrocinado por entidades de apoio a pesquisa como a Fundação Ford, a Tinker Foundation, a Open Society Foundation, a Fundação Konrad Adenauer, além da Secretaria Nacional de Segurança Pública, da Universidade Federal de Pernambuco e do Governo daquele Estado.

Emprego

A taxa de formalidade do mercado de trabalho no Brasil chegou a 54,6% em fevereiro de 2008, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 27.

Isso significa que, dos 21,1 milhões de trabalhadores brasileiros, 11,5 milhões são formais. O resultado é o melhor desde 2002 (52%), quando a Pesquisa Mensal de Emprego começou a ser realizada pelos critérios da nova metodologia.

De acordo com o economista do IBGE, Cimar Pereira, o aumento da formalidade deve-se ao bom momento da economia nacional, ao aumento da fiscalização que coíbe o trabalho sem carteira assinada e ao aumento da contratação de terceirizados que prestam serviços às empresas.

Sabemos muito bem que esse aumento da formalidade movimenta ainda mais a economia e acaba gerando mais empregos, pois o trabalhador formal tem mais acesso ao crédito, podendo consumir mais.