quinta-feira, 27 de março de 2008

"Um horror"

Mais importante do que mudar os critérios de avaliação do vestibular é melhorar a qualidade do ensino médio. É o que defende o Secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, uma das principais autoridades do Ministério da Educação (MEC).

Para ele, as críticas feitas pelo Ministro Fernando Haddad ao processo seletivo utilizado pelas universidades são válidas, mas a questão fundamental é dar condições iguais a todos, o que só se consegue com um ensino médio de qualidade.

Na terça-feira, 25, Haddad disse que o vestibular no Brasil é um horror, não tem conteúdo específico e desperdiça talentos.

Menos 13.786

O Presidente Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, elogiou, nesta quinta-feira, 27, a decisão anunciada pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad, de cortar 13.786 vagas em 23 cursos de Direito, com baixo desempenho no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença de Desempenho (IDD).

Destacando que esse novo corte de vagas dá seqüência à política de promoção de qualidade nos cursos jurídicos iniciada numa parceria entre MEC e OAB no ano passado, Britto considerou o fato extremamente positivo.

Ao observar que em janeiro último o MEC já havia cortado cerca de 7 mil vagas de 29 instituições de ensino jurídico privadas, Cezar Britto frisou que o novo anúncio do Ministro Haddad demonstra que a política de melhoria da qualidade nos cursos jurídicos não sofreu solução de continuidade.

O Presidente Nacional da OAB disse que o ensino de direito de qualidade, com o conseqüente freio à sua mercantilização, faz com que todos no país saiam ganhando: os estudantes, as faculdades, o MEC, a OAB e a sociedade brasileira.

Água

O Coordenador Geral das assessorias da Agência Nacional de Águas (ANA), Claudio de Mauro, afirmou nesta quarta-feira, 26, que a água precisa ser incluída no centro de desenvolvimento de todas as políticas públicas do País.

Ele destacou que só será possível avançar nessa área com o denvolvimento de toda a sociedade. Como exemplo, Cláudio Mauro citou o envolvimento do legislativo brasileiro na busca de recursos para a revitalização de rios, tais como o dos Sinos, no Rio Grande do Sul, e do Taquari, no Pantanal Mato-grossense, onde estão sendo aplicados R$ 5 milhões, provenientes de uma emenda de bancada.

O Coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, Lupércio Ziroldo Antonio, também destacou o papel fundamental da sociedade na promoção da sustentabilidade. Ele considera que, nos últimos dez anos, houve uma grande mudança comportamental, que levou as pessoas a verem a necessidade de participar da conservação dos recursos hídricos e perceberem que as mudanças só ocorreriam se elas se organizassem.

Lupércio lembrou que a indústria e a agricultura têm desenvolvido tecnologias que permitem menor consumo e a reutilização da água usada nos processos produtivos. Segundo o Coordenador, hoje existem comitês de bacias em 16 estados brasileiros (135 em rios de domínio estadual; sete em rios de domínio da União e 15 em processo de formação), e que a perspectiva é encerrar 2008 com 190 comitês.

Lupércio apresentou o que considera os principais desafios para a implantação efetiva de um sistema integrado de recursos hídricos no País: Semi-Árido nordestino; a gestão costeira; revitalização e preservação dos cursos d'água; saneamento ambiental (abastecimento, esgotamento, drenagem e lixo); gestão transfronteiriça; e bacias Amazônica e do São Francisco. Ele encerrou defendendo a participação da sociedade nas discussões.

A ampliação dos serviços de saneamento é um dos principais desafios que o País encontra para garantir água de qualidade a todos os brasileiros.

O Secretário Nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Luciano Zica, afirmou que o Governo trabalha na regulamentação da política nacional de saneamento básico, aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional.

Indústria e Economia

A Câmara dos Deputados assinou nesta quarta-feira, 26, acordo de cooperação com oito federações de indústrias para divulgar o noticiário produzido pela Agência Câmara de Notícias, nos assuntos referentes à indústria e à economia, utilizando a estrutura de comunicação das entidades.

As federações do Amapá, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Roraima e Sergipe se somaram a Goiás e a própria Confederação Nacional da Indústria (CNI), que já haviam assinado o mesmo convênio.

A Agência Câmara enviará diariamente informações setorizadas aos federados que desejarem recebê-las. As entidades distribuirão o boletim aos seus filiados que, caso tenham interesse, poderão se cadastrar para receber o boletim eletrônico regularmente, obtendo, em primeira mão, informações sobre o que acontece na Câmara, em suas áreas de atuação. São 29 áreas de interesse possíveis, entre elas indústria e economia, que serão o foco desta primeira divulgação.

Todos os dias, às 18h30, a Agência Câmara envia para os internautas cadastrados, um boletim com as notícias produzidas no dia. Há matérias sobre os trabalhos realizados pelos parlamentares nas comissões e no plenário. Elas abordam assuntos como os projetos em discussão na Casa, aprovados ou rejeitados, e audiências públicas.

Além do serviço, os assinantes poderão ter acesso à tramitação de propostas e usar os canais de comunicação disponíveis para contatar os deputados responsáveis por projetos e relatórios.

Já está marcada a assinatura do mesmo convênio com a federação de Minas Gerais, e, além das federações da indústria, a Câmara já firmou parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Portos

O Presidente do Conselho da Santos Brasil e da Multiterminais, Richard Klien, afirmou nesta terça-feira, 25, que não haverá um apagão portuário no Brasil.

Segundo ele, ocorrerá um círculo virtuoso, que vai assegurar o crescimento dos portos e das exportações brasileiras.

Richard Klien fez a afirmação durante o Seminário Legislativo de Portos, Integração Multimodal e Comércio Exterior, promovido pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal e pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes(Dnit).

O evento foi uma homenagem aos 200 anos da abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional, provocada pela vinda da família real portuguesa para o Brasil.

O Presidente da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público(Abratec), Sérgio Salomão, informou que o setor privado investirá, até 2010, 250 milhões de dólares, cerca de R$ 433 milhões, na construção de cinco quilômetros de berços de atracação - locais de atracação e de movimentação das cargas a serem embarcadas e descarregadas.

Ele elogiou o Congresso Nacional por aprovar alterações na Lei de Modernização de Portos (Lei 8.630/93), que, segundo o mesmo, inseriu o Brasil no grande comércio marítimo internacional.

Para o consultor de Logística e Infra-estrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antonio Fayet, o terminal de grãos do Maranhão, cujo projeto está pronto há três anos, aliviará os portos do sul do País. Hoje, segundo ele, 3 milhões de toneladas de grãos são transportados por rodovias para os portos do sul, que estão congestionados. O consultor destacou serem necessários R$ 100 milhões para a primeira etapa da obra.

Já o Diretor de Infra-estrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Michel Dib Tachy, destacou a importância das hidrovias para o crescimento das exportações. Segundo ele, na hidrovia Tocantins-Araguaia são utilizados apenas 280 quilômetros para navegação, quando há um potencial de até 4 mil quilômetros. Ao ressaltar que as hidrelétricas que não possuem eclusas prejudicam a navegação, ele afirmou que o Governo está investindo na construção de eclusas nas já existentes, como em Tucuruí. Além disso, segundo ele, o Governo está recuperando o rio São Francisco, para também possibilitar a navegação.

O Diretor Geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, afirmou que, no Brasil, não se pensa hoje em realizar obras de hidrelétricas sem as devidas eclusas. Segundo ele, o País precisa não só da produção da energia, mas também da garantia da navegabilidade das hidrovias.

O Vice-Presidente da Câmara Brasileira de Contêineres e representante da Confederação Nacional de Transportes(CNT), Aluisio Sobreira, que também participou do evento, cobrou, no entanto, investimentos do Governo Federal para melhorar as rodovias. Ele alega que o setor privado tem feito grandes investimentos em estradas, enquanto o Governo tem investido muito pouco no setor.

Congonhas

A Agência Nacional de Aviação Civil(Anac) e a Aeronáutica garantiram, em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, que pousos e decolagens estão mais seguros no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A Presidente da Anac, Solange Vieira, avaliou como positiva as mudanças operacionais no aeroporto paulistano, especialmente o incremento da fiscalização e a racionalização da malha. O Chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos(Cenipa), Jorge Kersul Filho, também disse que a redução no volume de pousos e decolagens em Congonhas trouxe mais tranqüilidade aos passageiros.

O Chefe do Cenipa afirmou que, apesar de mais seguro, não se pode, no entanto, descartar a possibilidade de novo acidente em Congonhas, nem em nenhum aeroporto do mundo. Segundo ele, o Cenipa deve concluir, até julho, o relatório sobre o acidente com o avião da TAM.

Solange Vieira lembrou que, atualmente, continua proibido o pouso de aviões com o reverso travado. Ela lembra que também foi exigido de todos os Airbus 320, a instalação de um software que avise ao comandante sobre problemas na manete do avião.

A Presidente da Anac ressaltou o reforço no treinamento dos pilotos que operam em Congonhas, e o aumento da área de escape do aeroporto. Além dessas medidas, foi ampliado o limite mínimo de combustível de 3 toneladas; foram estabelecidas áreas de escape, que fizeram com que a pista auxiliar deixasse de ser usada; e está sendo discutida a transferência do pátio de autoridades para um hangar numa área mais segura.

Quanto à retomada das conexões em Congonhas, Solange argumentou que a proibição anterior foi inócua e só prejudicou os passageiros. Segundo ela, com a volta das conexões, manteve-se o número de movimentos por hora no aeroporto e foram reduzidos o grande movimento e as filas de passageiros na área de embarque e de check-in.

Solange Paiva Vieira também explicou que o retorno dos vôos charter a Congonhas foi permitido apenas no período das 14 horas de sábado até as 14 horas de domingo, quando, tradicionalmente, o aeroporto de Congonhas apresenta uma redução substancial em seu movimento. Segundo ela, os vôos charter estão sendo feitos dentro do limite de 30 movimentos por hora naquele aeroporto.

A Presidente da Anac lembrou que já há uma decisão do Governo de transformar o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), no principal aeroporto do Estado, até 2020. Ela disse também que as obras em Viracopos serão intensificadas a partir deste ano.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Novo Morador

A partir da próxima sexta-feira, 28, o Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganha um novo e ilustre morador.

Descoberto por acaso, há cerca de cinco anos, durante trabalho de campo realizado na região de Mina Poty, em Pernambuco, o Guarinisuchus munizi, nova espécie de crocodiliforme marinho, que viveu na Terra há 62 milhões de anos, passa a integrar o rico acervo da Instituição.

Com mandíbula, crânio e vértebras, o fóssil do crocodilo pré-histórico, de cerca de três metros de comprimento, é o mais completo exemplar do grupo Dyrosauridae, que viveu durante o Paleoceno e resistiu ao fenômeno que extinguiu os grandes dinossauros do planeta, já descoberto na América do Sul.

De focinho bastante alongado, dentes compridos e cauda espalmada, totalmente adaptada para a vida livre no mar, o Guarinisuchus munizi foi identificado graças a uma parceria entre o Setor de Paleovertebrados do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), no Ceará.

Em conjunto, pesquisadores desses três centros analisaram o material coletado nas rochas da Formação Maria Farinha, na Bacia Costeira da Paraíba (formação sedimentar que se estende até Pernambuco), e traçaram comparações com exemplares semelhantes, previamente encontrados na África e na América do Norte. Tais correlações permitiram que os pesquisadores elaborassem uma nova teoria sobre as rotas de dispersão deste grupo de animais.

O estudo sugere que a origem dos dirossaurídeos se deu na África, disse o paleontólogo José Antonio Barbosa, pesquisador visitante do Departamento de Geologia da UFPE, que foi quem achou, em 2003, os primeiros fragmentos de dentes e ossos da nova espécie.

Segundo Maria Somália Sales Viana, pesquisadora da UVA, que também assina o estudo, o estabelecimento de parentescos entre a espécie descoberta no Brasil e outras mais primitivas, achadas na África, e mais derivadas, identificadas na América do Norte, possibilitou que se traçasse a nova teoria sobre a evolução deste grupo no planeta.

De acordo com a idade estimada dos fósseis, os pesquisadores acreditam que o deslocamento do grupo aconteceu pouco após a extinção dos grandes dinossauros, e, muito possivelmente, favorecido por ela.

Para Alexander Kellner, paleontólogo do Museu Nacional, a migração transatlântica dos crocodiliformes marinhos teria tido como forte motivação o desaparecimento de um grupo de lagartos marinhos, chamados de mosassauros, que dominavam estes mesmos mares durante o Período Cretáceo.

A pesquisa, que foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do RJ(Faperj) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq), foi publicada em recente artigo da Proceedings of the Royal Society.

Para a professora Maria Somália, além da importância científica indiscutível, a descoberta presta, ainda, uma justa homenagem a um pesquisador atualmente aposentado que, na ativa, deu uma grande contribuição para a paleontologia brasileira.

Guarini vem do Tupi e significa guerreiro. Já a denominação da espécie, munizi, é uma homenagem a Geraldo da Costa Barro Muniz, paleontólogo de grande destaque no cenário nacional, explicou a pesquisadora.

Reforma Tributária

O Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, rebateu as críticas feitas à reforma tributária (PEC 233/08), na audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Appy disse que o texto não vai levar a aumento da carga tributária, já que a União deverá perder R$ 24 bilhões somente com a desoneração da folha de pagamento, que terá redução gradual de 6 pontos percentuais em seis anos.

Em contraponto, o Secretário prevê um ganho de arrecadação para os estados, entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões nos próximos anos. Ele disse ainda que a cobrança do novo ICMS no destino, vai acabar com a guerra fiscal, ao contrário do que dizem os críticos da proposta.

Appy lembrou ainda que o texto enviado pelo Governo determina que será criada uma regulamentação para evitar aumento de carga. O limite terá como base a receita dos tributos extintos ou unificados no último ano de sua validade, em comparação com a arrecadação do primeiro ano dos novos tributos.

Por meio dessa avaliação, será definido um patamar máximo de crescimento da carga nos anos seguintes. A intenção inicial do Governo, reconheceu o Secretário, era unificar todos os tributos no Imposto sobre Valor Agregado (IVA) federal, incluindo ICMS e ISS. No entanto, ele reconheceu a falta de ambiente político para aprovar uma mudança dessa magnitude.

Abuso, não!

Na Comissão de Defesa do Consumidor, vamos verificar se houve aumento abusivo de tarifas bancárias entre dezembro de 2007 e 1º abril deste ano.

Hoje, aprovamos requerimento para que o Banco Central(BC) apresente a relação de tarifas de todos os bancos nesse período. A data escolhida é considerada um período de transição para as novas regras sobre tarifas bancárias.

As novas tarifas serão publicadas em 1º de abril e entrarão em vigor a partir de 30 de abril.

É bom lembrar que os bancos se comprometeram a não aumentar as tarifas antes de adotar as novas regras.

Fiquemos de olho!

Aposentadoria rural

Concluímos nesta terça-feira, 25, a votação da Medida Provisória 385/07, que prorroga o prazo para o trabalhador rural requerer sua aposentadoria por idade, no valor de um salário mínimo.

A matéria foi aprovada na forma do projeto de lei de conversão, que estendeu até 31 de dezembro de 2010 o prazo para todos os trabalhadores rurais conseguirem comprovar o tempo de trabalho necessário à aposentadoria. A matéria será analisada agora pelo Senado Federal.

O texto original prorrogava o prazo até 25 de julho de 2008, e somente para os trabalhadores rurais autônomos. Na sessão desta terça, 25, foram rejeitados três destaques para votação em separado(DVS), apresentados ao texto pela oposição.

Dois deles propunham excluir do projeto de conversão dispositivos da Medida Provisória 410/07, incorporados ao texto. O terceiro DVS pretendia incluir emenda permitindo ao aposentado sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), quando recontratado pela empresa na qual se aposentou.

Foram incorporadas ao relatório as regras estabelecidas pela MP 410/07, editada depois de a MP 397/07 revogar a 385/07. Como o Senado Federal rejeitou a medida revogatória, a MP 385/07 voltou a tramitar e valer juridicamente. Entretanto, a solução constante da medida 410/07 é mais abrangente.

A aposentadoria rural por idade no valor de um salário mínimo precisa da comprovação de exercício da atividade por 180 meses. Como o Governo considera insuficiente a nova data final (dezembro de 2010) para a mudança de comportamento dos empregadores quanto à formalização das relações de trabalho, o projeto de lei de conversão adota mecanismo de contagem especial do tempo de serviço.

Cada mês comprovado de trabalho no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2015, será contado em triplo dentro de cada ano. Já no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2020, a contagem será em dobro. Ambas serão limitadas a doze meses dentro de cada ano.

Se, por exemplo, um trabalhador rural conseguir comprovar três meses em cada ano no primeiro período, ele terá 45 meses na contagem de tempo de serviço, em vez de 15 meses pelas regras da MP até dezembro de 2010.

No caso do segundo período de contagem especial, a duplicação, por exemplo, de sete meses de trabalho dentro de um ano civil, não será equivalente a 14 meses, e sim a 12, pois a contagem limita-se a 12 meses.

Segundo o Governo, no decorrer dos anos deverá ser feita uma avaliação do resultado das regras simplificadas de contratações temporárias previstas na MP 410/07, o que poderá indicar não ser mais necessária a concessão de tratamento diferenciado a esses trabalhadores.

Foi incluída, também, outra emenda para determinar, à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o pagamento do ICMS e da contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no caso das compras de produtos agropecuários, realizadas pela companhia no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A intenção da emenda é deixar os preços pagos aos agricultores familiares, associações e cooperativas de agricultores familiares livres desses tributos. O PAA garante preço mínimo a produtos agrícolas usados para a distribuição de cestas básicas por meio de outras programações governamentais.

Engenheiro Ambiental

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), da Câmara dos Deputados, aprovou no último dia 19, o Projeto de Lei 615/07, que institui o Dia Nacional do Engenheiro Ambiental, a ser comemorado anualmente em 31 de janeiro. Aprovado em caráter conclusivo, o projeto seguirá para análise do Senado Federal.

A profissão de engenheiro ambiental deve ser reconhecida pela sociedade como aliada na exploração racional dos recursos naturais e na defesa do meio ambiente.

A escolha de 31 de janeiro se deve ao fato de, nessa data, ter-se graduado, no Brasil, a primeira turma de engenheiros ambientais. Hoje já existem 106 instituições, entre universidades e faculdades, que ministram o curso de Engenharia Ambiental.

Mercado Comum

Hoje, dia 26 de março, o MERCOSUL completa dezessete anos de existência.

Em 26 de março de 1991 era firmado, na cidade de Assunção, o tratado para a constituição de um mercado comum entre a República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, que ficou conhecido pela denominação de Tratado de Assunção. Formava-se, assim, o núcleo da maior e mais bem sucedida experiência de liberalização comercial e de integração econômica na América Latina.

Ao longo de seus 17 anos de existência, o MERCOSUL expandiu-se em várias frentes do processo de integração. Sob a égide do MERCOSUL, graças ao arcabouço jurídico-institucional por ele estabelecido, ocorreram intensas e profundas transformações nas relações econômicas e comerciais entre os países membros.

Consolidou-se, assim, um grande incremento nos fluxos comerciais intra-bloco. Além disso, a integração estimulou e proporcionou um aumento significativo dos investimentos estrangeiros diretos, por parte das empresas dos Estados membros, e também por empresas oriundas de terceiros países, nas economias dos sócios e vizinhos, em função das vantagens comparativas e das economias de escala resultantes da integração dos mercados.

A complementaridade entre as economias do MERCOSUL tem sido aproveitada de forma eficiente e crescente, o que resultou em efeitos positivos para a preservação da concorrência nos mercados, bem como em benefícios significativos para os consumidores e, até mesmo, no auxílio do controle de pressões inflacionárias.

Nesse contexto, observou-se em todos os países do MERCOSUL um aumento importante da participação dos demais membros nas suas respectivas contas internacionais de exportações e importações de bens. Tal fenômeno foi acompanhado, naturalmente, pela substituição de determinados fluxos comerciais, com países de fora do bloco econômico, pelo comércio inter-regional.

A consolidação do MERCOSUL e o sucesso do processo de integração regional produziram diversas repercussões dignas de nota, entre elas, a sua ampliação, com a adesão de outros países da região, desejosos de participar de seus ganhos, que passaram a integrar o MERCOSUL na condição de associados, como nos casos da Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru. Além desses, há o caso da Venezuela, que em breve deverá assumir a condição de Estado Parte do MERCOSUL, ou seja, de membro em caráter pleno, assim que se opere a ratificação do ato relativo a sua adesão por todos os Estados Partes.

A ampliação do MERCOSUL, com a participação, em maior ou menor grau de economias dos demais países da América do Sul, contribuiu para o incremento do bloco, para o fortalecimento do comércio regional, resultando, em última instância, na melhora das condições de vida das nossas populações.

Por outro lado, vale lembrar que o MERCOSUL também promoveu integração em outras áreas, sendo provavelmente a mais importante, a integração no plano político, o chamado MERCOSUL-político, que tem funcionado, em diversas oportunidades, como útil instrumento de defesa e consolidação da democracia no subcontinente.

Contudo, a construção da idéia de MERCOSUL não foi um mar de rosas. Pelo contrário, o MERCOSUL navegou por águas tormentosas e não faltaram vozes que, em certos momentos, predisseram seu fim, o que, felizmente, não aconteceu.

Em várias ocasiões, o MERCOSUL esteve desacreditado e precisou até ser relançado em 2000. Mas, foi justamente a perseverança dos governos e sua visão de longo prazo, fundada na percepção de que o MERCOSUL consiste em uma política de Estado dos países membros, aliada ao vigor de suas instituições, que permitiram ao bloco prevalecer ante os revezes e manter-se de pé, firme na sua jornada integracionista.

Nesse sentido, a resistência e o modo como MERCOSUL e os próprios Estados Partes lograram suplantar as dificuldades que se apresentaram, constituem um motivo especial para comemorarmos e nos regozijarmos com o marco da passagem de 17 anos desde a sua fundação.

Ainda, a propósito da estrutura institucional, cumpre destacar a excelência de sua concepção e atuação, desde os primórdios do funcionamento do bloco. Devido ao caráter de sua constituição, como reuniões de órgãos nacionais, a estrutura do MERCOSUL é enxuta, sendo seus órgãos ágeis e pouco dispendiosos. Assim, a estrutura institucional do MERCOSUL que, ao longo do tempo, foi sofrendo reformas, de modo a acompanhar o avanço da integração, encontra-se, hoje, amadurecida e preparada para conduzir o MERCOSUL aos seus objetivos.

O MERCOSUL pode hoje ser considerado uma união aduaneira, ainda que incompleta. Mas, este não é seu objetivo. A meta do MERCOSUL, desde a sua fundação, consignada nos termos do Tratado de Assunção, é o estabelecimento de um mercado comum.

Portanto, não obstante os progressos alcançados, há que se trabalhar para avançar ainda mais no caminho da formação do mercado comum, perseguindo esse objetivo até que ele seja alcançado, haja vista os bons frutos e as perspectivas de crescimento econômico e de desenvolvimento que derivam da integração e conseqüente formação de um mercado ampliado, com a criação de um novo espaço econômico na região.

Por isso, parece-me que a passagem desta data, de mais um aniversário do MERCOSUL, nos convida a fazer uma reflexão sobre os caminhos percorridos na esteira do processo de construção do bloco.

Obviamente, há inúmeras razões para nos congratularmos com os resultados obtidos, mas, por outro lado, ainda emergem demandas quanto aos rumos da integração, quanto aos esforços que serão necessários e quanto à escolha dos caminhos que ainda haveremos de trilhar para alcançar a meta de formação do mercado comum.

Até aqui, a integração mostrou-se benéfica para o comércio e para as economias dos países envolvidos, também favoreceu o fortalecimento das relações internacionais na região, em especial nos campos político e sócio-cultural.

Os parlamentos nacionais têm dado relevante contribuição à construção do MERCOSUL, colaboração que há de crescer ainda mais, por meio da cooperação interparlamentar, bem como no seio do recentemente instituído Parlamento do MERCOSUL.

Há, portanto, razões de sobra para comemorar a criação do bloco econômico que ora aniversaria e, ao mesmo tempo, para desejar que, no decorrer do ano em que o MERCOSUL alcançará a maioridade, possamos testemunhar novos avanços e seu maior aprofundamento, que o consolidem ainda mais como principal instrumento da estratégia comum dos países da região para o crescimento econômico e para o desenvolvimento.

Nesse contexto, o MERCOSUL haverá de cumprir com crescente brilho sua missão de produzir o adensamento das relações internacionais entre os nossos países e de promover a melhoria das condições de vida e de bem-estar dos nossos povos.

terça-feira, 25 de março de 2008

Aço

A produção brasileira de aço bruto em fevereiro foi de 2,7 milhões de toneladas, representando um crescimento de 8,1%, na comparação com o mesmo mês em 2007.

As vendas internas de laminados em fevereiro mantiveram a positiva atuação verificada em janeiro, atingindo 1,75 milhão de toneladas (28% superior ao mesmo mês de 2007).

A performance crescente dos setores automotivo e da construção civil traduzem o bom momento da economia como um todo. Em fevereiro, assim como em janeiro, as vendas internas do setor siderúrgico foram recordes em relação aos mesmos meses de anos anteriores.

Devido ao aumento da capacidade instalada, as vendas para o mercado externo somaram 925 mil toneladas, das quais 64% em semi-acabados. Dessa forma, o volume total das vendas do setor (mercado interno e externo), neste mês de fevereiro, bateu novo recorde com 2,74 milhões de toneladas, superando o desempenho de dezembro de 2007 (2,68 milhões de toneladas).

Estes são dados da siderurgia brasileira no mês de fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).

Escola Pública

Um grupo de 37 municípios brasileiros está conseguindo superar dificuldades socioeconômicas e oferecer ensino fundamental público de qualidade.

É o que mostra um estudo que será lançado nesta terça-feira, 25, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Ministério da Educação (MEC).

De acordo com matéria publicada hoje no jornal O Globo, o estudo destaca que, nos 37 municípios, as experiências vitoriosas focalizam o aprendizado, a avaliação e a gestão.

O estudo Redes de aprendizagem - Boas práticas de municípios que garantem o direito de aprender, selecionou cidades onde o que faz a diferença é a escola pública e não a escolaridade dos pais, a renda familiar ou o desenvolvimento socioeconômico da cidade.

Outra preocupação foi levar em conta o desempenho de toda a rede municipal, deixando de fora localidades que tivessem escolas com resultados muitos bons e muito ruins.

Parkinson

Cientistas deram um passo importante para alcançar a cura do mal de Parkinson, como mostra matéria publicada nesta terça-feira,25, no jornal O Globo.

Estudo realizado nos Estados Unidos demonstrou que é possível tratar esta doença degenerativa do cérebro com células obtidas de embriões clonados. Os pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Center, em Nova York, fizeram a experiência com camundongos e acreditam que a descoberta é uma evidência significativa de que a técnica será útil em seres humanos que sofrem não apenas de Parkinson, mas de uma série de outras doenças incuráveis.

Eles comprovaram que o transplante de neurônios obtidos de embriões clonados, a partir de células retiradas da pele da própria cobaia, é eficaz contra o mal de Parkinson. O processo é conhecido como clonagem terapêutica.

Devastadora

Do pequeno canguru arborícola ao casuar (semelhante ao avestruz), algumas das espécies da Austrália correm o risco de desaparecer nas próximas décadas, em conseqüência das mudanças climáticas, como mostra matéria publicada nesta terça-feira, 25, no jornal O Globo. O alerta está num estudo da ONG WWF, divulgado, na segunda-feira, 24, em Sydney.

A Austrália é considerada o País que mais devastou o meio ambiente. De todos os mamíferos extintos nos últimos 200 anos, cerca de 40% viviam na Austrália. Muitos sobreviventes, como numerosas espécies de cangurus, têm populações em condições precárias.

Juro

As taxas médias de juros cresceram 0,1 ponto percentual em fevereiro, chegando a 37,4% ao ano, quando comparado com janeiro, segundo informou o Banco Central (BC). Para pessoa física, o aumento médico foi de 0,2 ponto percentual para 49% ao ano, enquanto que para empresas, foi de 0,1 ponto para 24,8% ao ano.

O maior avanço para pessoa física ficou no juros do cheque especial, que cresceram de 135,3% ao ano para 135,7% ao ano.

O Banco Central informou que a inadimplência média recuou em fevereiro, passando de 4,4% para 4,3% nas operações de empréstimos com atraso acima de 90 dias.

Ainda segundo o BC, o spread médio, a diferença entre a taxa de captação e a efetivamente cobrada pelos bancos, também apresentou avanço no período de 0,3 ponto percentual e chegou a 26 pontos percentuais.

O volume total de empréstimos do sistema financeiro somou R$ 957,6 bilhões em fevereiro, com crescimento de 1,1% no mês e de 27,9% em 12 meses.

Com isso, o crédito total no País passou a representar 34,9% do Produto Interno Bruto(PIB), sendo que em janeiro essa relação estava em 34,8%.

Turismo

O Ministério do Turismo divulgará, na próxima semana, o resultado do estudo de competitividade de destinos turísticos do Brasil, realizado em 65 cidades consideradas destino turístico prioritário pelo Governo, e que, portanto, serão privilegiadas na partilha dos R$ 42 milhões que o Governo Federal pretende investir em capacitação e treinamento de pessoal este ano, que inclui aulas de inglês, administração hoteleira, entre outros cursos, num programa para aumentar o fluxo de turistas estrangeiros no País.

Segundo a Ministra do Turismo, Marta Suplicy, o Governo havia mapeado 460 cidades, mas como os recursos não são capazes de atender às necessidades de todo o País, um estudo encomendado à Fundação Getúlio Vargas reduziu esta lista para 65 localidades, das quais 18 pleiteam ser a sede da Copa do Mundo, que deverá acontecer no Brasil, em 2014. Em seguida a Fundação Getulio Vargas fez uma pesquisa de campo em todos estes destinos para avaliar a competitividade turística de cada localidade.

Arquitetura e Urbanismo

A Câmara dos Deputados firmou, nesta quarta-feira, 25, um acordo de cooperação com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-DF), para viabilizar a realização do Concurso Nacional de Idéias, para estudantes de Arquitetura e Urbanismo, sobre o tema Sustentabilidade em Edificações Públicas.

O concurso será uma das ações do Fórum de Arquitetura e Construção Sustentável na Administração Pública, previsto para acontecer em junho, mês do meio ambiente.Os eventos são iniciativas das comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - que, em parceria com o EcoCâmara, têm feito esforços para consolidar a imagem da Câmara dos Deputados como instituição que promove a responsabilidade social e ambiental na administração pública.

O concurso tem como objetivos promover o debate sobre o tema da sustentabilidade, por meio de exposições e apresentações dos trabalhos selecionados e premiados; incentivar alunos e professores dos cursos de graduação em Arquitetura e Urbanismo a pesquisarem sobre o assunto e a elaborarem projetos de Arquitetura e Urbanismo; contribuindo para a investigação de alternativas técnicas, conceituais e relativas a projetos para questões como conforto térmico e acústico, melhoria das condições ambientais nas cidades, promoção de maior eficiência na utilização de recursos naturais, diminuição do consumo de energia nas edificações; entre outras.

A organização do concurso ficará a cargo do IAB, entidade sem fins lucrativos de comprovada idoneidade e com experiência na organização dos concursos nacionais de projetos de arquitetura.

A preocupação com a sustentabilidade tem sido um dos principais compromissos da Câmara, pelo fato de a Casa entender que, por seu poder de compra e por sua capacidade de investimentos, as instituições públicas são agentes fundamentais para a implementação de ações mais sustentáveis e para a disseminação do tema.

A Câmara, por exemplo, é o primeiro Parlamento do mundo a neutralizar as emissões de carbono que contribuem para aumentar o efeito estufa. Em dezembro de 2007, foi dado início ao plantio de 12 mil árvores de espécies nativas da Mata Atlântica, para compensar as emissões de 2,5 mil toneladas/ano de carbono produzidas pela Casa nos últimos dois anos.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Prazo Vencido

Nesta semana, 11 medidas provisórias (MPs de 407/07 a 412/07 e 413/08 a 417/08 passam a trancar a pauta do Plenário da Câmara dos Deputados, por estarem com prazo de tramitação vencido. Elas se somam às três que já estão em pauta (MPs 385/07, 405/07 e 406/o7).

Apesar da obstrução do Plenário, na terça-feira passada, 18, foi aprovado o Projeto de Lei de Conversão, do Deputado Eudes Xavier (PT-CE), para a MP 385/07, que prorroga o prazo para o trabalhador rural requerer sua aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo.

Entretanto, restam quatro destaques para votação em separado(DVS), que deverão abrir a agenda da primeira sessão deliberativa desta semana, amanhã, 25.

O andamento da pauta ainda depende de acordo entre a base aliada e a oposição sobre o excesso de MPs enviadas pelo Governo, motivo da obstrução. A oposição condiciona o fim da obstrução ao atendimento de dois pedidos.

O primeiro é que o Governo limite o número de MPs enviadas. O outro é que o Governo se comprometa a aprovar a mudança nas regras de tramitação das MPs (tema da PEC 511/o6, analisada em comissão especial).

Sobre a proposta da oposição de o Governo suspender a edição de MPs até que as já editadas sejam votadas, o Presidente da Casa, Deputado Arlindo Chinaglia, disse, na quarta-feira, 19, que não considera prudente definir o funcionamento da Câmara a partir de situações conjunturais.

Se, de fato, houver urgência e relevância, poderá ser necessário editar novas MPs. O ideal é redefinir os critérios de tramitação das MPs e assegurar um funcionamento ordenado do Congresso Nacional.

As MPs 405/07, 406/07, 408/07 e 409/07 tratam de créditos extraordinários para ministérios e a Presidência da República.